Advogada de Confresa é presa por sacar dinheiro de cliente com paralisia cerebral

A mãe de uma criança com paralisia cerebral contratou os serviços da advogada, em 2016, para mover uma ação requerendo benefício de assistência ao filho

Por reprodução 28/04/2021 - 18:48 hs

Uma advogada, de 44 anos, foi presa suspeita pelo crime de apropriação indébita majorada praticado contra uma cliente. A prisão ocorreu nesta terça-feira (27) após uma ação conjunta das delegacias de Barra do Bugres e de Confresa. O nome dela não foi divulgado.

Em março deste ano, a Polícia Civil tomou conhecimento de que a vítima, mãe de uma criança com paralisia cerebral, havia contratado em 2016, os serviços da advogada para mover uma ação requerendo benefício de assistência ao filho, que tem deficiência.

O processo transitou em julgado (quando não cabe mais recurso, com sentença definitiva) no mês de setembro de 2018. Desde então, a mãe da criança tentava obter informações sobre a ação com a advogada, inclusive sobre os valores a serem recebidos, mas a profissional sempre se “esquivava”, ignorando as mensagens e sem dar satisfação alguma.

Diante da situação, a mãe da criança procurou o fórum de Barra do Bugres e descobriu que a advogada havia resgatado todo o valor da causa dois meses depois de ganharem a ação. Inconformada, a vítima procurou a Polícia Civil.

A partir das informações levadas pela cliente, um inquérito foi instaurado e a delegacia passou a investigar o caso. Verificou-se também que a advogada já responde a outro inquérito policial com o mesmo modus operandi, além de estar vinculada como suspeita em diversos boletins de ocorrência.

Depois da representação do delegado pela prisão e deferimento pela Justiça, os investigadores de Barra do Bugres apuraram que a advogada mudou de cidade e estava residindo e trabalhando em Confresa, na região do Araguaia, atuando como assessora jurídica em um órgão do município.

A equipe policial entrou em contato com a Delegacia de Confresa, que fez a prisão da profissional e colocando-a à disposição do Poder Judiciário.

Ela será indiciada pelo crime de apropriação indébita majorada, em razão da profissão.

(Com informações da Assessoria da PJC/MT).