Primeiras reclamações no Procon de Confresa são sobre a falta de abastecimento de água

Por O Bom da Notícia 16/06/2019 - 07:22 hs

O professor Antonio Gonçalves Montel, 38 anos, chegou cedo ao Procon de Confresa nesta quarta-feira (12.06), e foi o primeiro a ser atendido. O problema: má prestação de serviços por parte da concessionária de abastecimento de água do município de Confresa (a 1160 km de Cuiabá). Munido com a conta do mês de junho, Antonio reclamou de cobrança indevida, intermitência e demora para conseguir uma nova ligação de água.

Essas e outras reclamações foram apresentadas ainda nesta quarta-feira (12.06) ao supervisor de unidade da Águas de Confresa, responsável pelo abastecimento da cidade, Júlio César Oliveira. A reunião teve a participação da secretária adjunta de Proteção e Defesa dos Direitos do Consumidor (Procon-MT), Gisela Simona, e da coordenadora do Procon municipal, Raíra Moraes.

Além de apresentar as reclamações que já chegaram ao Procon de Confresa no primeiro dia de funcionamento, a reunião também teve como objetivo falar sobre o papel da instituição e abrir canal de diálogo com a empresa para solução de conflitos de forma mais célere para o consumidor.

De acordo com secretária adjunta do Procon estadual, Gisela Simona, “com uma linha direta de comunicação entre Procon municipal e fornecedor, aumentam as chances de resolver o problema do consumidor no primeiro atendimento, sem que seja necessário instaurar um processo administrativo sancionatório”.

No caso de Antônio, o Procon municipal identificou pela fatura que a média de consumo de água da família não ultrapassava 14 metros cúbicos. Isso até o mês de junho, quando o consumo saltou para 25 metros cúbicos. Ao checar o hidrômetro, Antonio observou que os números mudam sem que saia água pelo cano. "Os canos estão cheios de ar e o relógio roda mesmo sem água”, relatou com indignação.

Outra reclamação do professor: a esposa dele solicitou à concessionária uma nova ligação de água no dia 09 de abril deste ano, em um lote onde o casal pretende iniciar uma construção, mas o serviço não foi executado até o momento. Todas as reclamações, segundo Antônio, foram feitas junto à empresa fornecedora, mas sem resultado.

Sobre o problema de moradores como o professor Antônio, a coordenadora do órgão municipal de proteção ao consumidor, Raíra Moraes, afirmou durante a reunião que a resolução de conflitos como este tende a ter sucesso caso as empresas estejam abertas ao diálogo com o cidadão. “Estamos aqui para promover o equilíbrio nas relações de consumo, para orientar, buscar solução e conciliação”, frisou.

Como resultado da reunião, o supervisor da unidade se comprometeu em manter aberto um canal de diálogo com o Procon municipal, visando a resolução dos problemas de forma rápida. De imediato, o órgão de proteção vai formalizar junto à empresa as demandas já recebidas sobre o serviço de água.