Luciara: Ibama identifica e intima pessoas que postaram vídeos nas redes sociais pescando tartarugas

Vídeos foram gravados em Luciara, no Rio Araguaia, e, segundo o Ibama, os autores foram intimados a prestar depoimento. No estado, são apurados 50 casos de pessoas que publicaram na internet vídeos de crimes ambientais.

Por Leandro Trindade, TV Centro América 04/02/2019 - 10:15 hs

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) identificou três pessoas que aparecem pescando tartarugas no Rio Araguaia, em vídeos postados nas redes sociais. Segundo o Ibama, em Mato Grosso, são apurados 50 casos de pessoas que publicaram na internet vídeos de crimes ambientais.

No primeiro vídeo, três pessoas aparecem pescando tartarugas em um barco no Rio Araguaia. Um dos pescadores exibe uma delas para a câmera.

O segundo vídeo postado, na sequência, mostra um animal morto e a carne sendo cortada.

Segundo o Ibama, os vídeos foram feitos em Luciara, a 1.100 km de Cuiabá, e os autores foram intimados a prestar depoimento. A multa para esse tipo de crime ambiental é de R$ 5 mil por animal pescado.

 

 

 

Fiscais do Ibama estão monitorando as redes sociais com o objetivo de identificar e punir pessoas que postam fotos e vídeos que comprovam a prática de crimes ambientais. As práticas são variadas, pesca, caça, e até desmate ilegal.

"Nós tentamos identificar a autoria e temos recebido muitas denúncias. A sociedade tem um papel muito importante nisso, porque traz informações complementares sobre o local onde ocorreu, quem foi o autor, e isso nos ajuda muito", disse a superintendente do Ibama, Lívia Martins.

Em outra gravação, o autor diz trabalhar com a caça de animais silvestres no município de Juara, a 690 km de Cuiabá. "A gente trabalha com isso, com onça e outros bichos que aparecem nos quintais", diz o homem, em trecho da gravação.

Conforme a superintendente regional do Ibama, o infrator responde em três esferas: administrativa, em que é multado e tem o animal apreendido; judicialmente por crime ambiental e a uma ação civil pública, movida pelo Ministério Público, no qual é cobrada a reparação do dano.