Polícia encontra feto congelado dentro de freezer em Confresa

Por Midia News 28/11/2018 - 01:30 hs

Polícia encontra feto congelado dentro de freezer em Confresa
Imagem Ilustrativa

Um feto de aproximadamente dois meses foi encontrado congelado dentro do freezer de uma residência no Bairro Vila 2000, em Confresa (a 1.160 km de Cuiabá), na noite de domingo (25), após denúncia anônima. O caso é investigado pela Polícia Civil daquele município.

A denúncia foi feita no momento em que a dona da casa, V.M.R., de 36 anos, prestava queixa de agressão e injúria na delegacia da cidade. A violência teria sido praticada pelo ex-companheiro e sua atual convivente.

 

Segundo a polícia, ao receber a denúncia, policiais civis e militares levaram a mulher até sua residência. Ao chegar no local, ela teria corrido para a cozinha, retirado o feto do freezer e o colocado dentro da vagina, a fim de tentar esconder o fato.

 

Em depoimento, V.M.R declarou ter sido vítima de aborto espontâneo e disse que chegou a ser atendida em unidade hospitalar. Ela relatou que ficou com medo de ser presa e, por isso introduziu o feto (compatível com tempo de gestação estimado em dois meses) em suas partes íntimas.

 

De acordo com o delegado André Rigonato, o hospital confirmou que a mulher passou por atendimento na sexta-feira (23), no entanto, não detalhou o tipo de assistência.

 

A unidade hospitar abriu um procedimento administrativo para verificar se a paciente chegou a abortar de fato no local, e em caso positivo, como a mulher teria conseguido sair do hospital com o feto. 

 

A Polícia Civil requisitou perícias em V.M.R para exame de corpo de delito, de modo a apontar procedimentos invasivos para retirada do feto, e também exame toxicológico, a fim de apurar se a mulher ingeriu alguma medicação para provocar o aborto. Os laudos serão emitidos pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

 

Denúncia de agressão

 

A Polícia Civil também investiga a acusação de agressão e injúria que a V.M.R afirma ter sido vítima na tarde de domingo (25), no momento em que o suspeito teria trazido o filho que possuí com ela após passar o final de semana com o pai.

 

Ela alegou à polícia que disse ao ex-companheiro que não tinha como ficar com a criança porque, no dia seguinte, precisaria voltar ao hospital em decorrência do aborto sofrido, o que teria motivado o início do desentendimento entre ela, o ex-companheiro e a atual esposa do suspeito.