Tribunal condena a 40 anos homem que matou a mulher e a enteada a marteladas

Por Vinícius LemosRD News 16/10/2018 - 01:00 hs

Tribunal condena a 40 anos homem que matou a mulher e a enteada a marteladas
Jhony Marcondes vai ficar 40 anos preso, em regime inicialmente fechado, por assassinar acompanheira

O Tribunal do Júri condenou Jhony Marcondes a 40 anos de prisão, em regime inicialmente fechado, pelos assassinatos de sua companheira Adriana Aparecida de Siqueira, 41, e da enteada Andresa Maria Vilharga de Siqueira, 19. A decisão foi proferida no início da noite desta segunda (15).

O crime ocorreu na noite de 21 de agosto do ano passado. O homem, de 42 anos, assassinou Adriana e a filha com golpes de faca e martelo. Elas foram encontradas mortas na residência onde moravam, na rua Itajubá, no bairro CPA II, em Cuiabá.

Conforme a denúncia do crime, ele agiu com o objetivo de assassinar as duas, por motivo fútil, por meio cruel e com uso de recurso que impossibilitou a defesa das vítimas. Ele assassinou a companheira primeiro e depois matou a filha dela. “O acusado agiu contra duas mulheres, por suas especiais razões da condição do sexo feminino, no âmbito da violência doméstica”, narra a denúncia.

Na tarde desta segunda, Jhony foi a júri popular. Após julgamento de pouco mais de cinco horas, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da Primeira Vara Criminal de Cuiabá, proferiu a sentença aplicada ao homem.

"Pelo exposto e considerando a vontade soberana do Conselho de Sentença, condeno o réu Jhony Marcondes, à pena privativa de liberdade de 40 (quarenta) anos de reclusão, de regime inicialmente fechado", assinalou a magistrada.

A defesa do acusado chegou a pedir que ele pudesse recorrer em liberdade, porém o pedido foi negado pela magistrada.

O crime

Os feminicídios teriam ocorrido após uma briga por ciúmes. Ao ver uma conversa no celular de Adriana com outro homem durante o último rompimento do casal.

Ainda segundo a denúncia, movido pelo ciúme, Jhony “apoderou-se de um martelo e passou a desferir inúmeros e violentos golpes na cabeça da vítima, até que em virtude da multiplicidade e brutalidade dos golpes ela fosse a óbito, evidenciando a crueldade do meio empregado pelo denunciado”.

Em seguida, para assegurar a impunidade do crime, cometeu o segundo feminicídio, ao desferir diversos golpes de martelo e canivete na cabeça de Andresa.