Homem morto após balear juiz em Vila Rica era acusado de matar primo com um tiro e quatorze facadas

Em seu interrogatório judicial, o acusado confessou a autoria do crime, justificando que “se eu não fizesse eu ia morrer".

Por Eldorado.fm 02/10/2018 - 20:45 hs

Homem morto após balear juiz em Vila Rica era acusado de matar primo com um tiro e quatorze facadas
foto: Eldorado.fm

Domingos Barros de Sá, morto pela polícia após atirar contra o juiz Carlos Eduardo de Moraes e Silva da dentro da sala de audiência do fórum da comarca de Vila Rica na segunda-feira (01), respondia a um processo de homicídio qualificado.

De acordo com denúncia oferecida pelo Ministério Público, na data de 16 de maio de 1999, o denunciado portando uma arma de fogo, tipo espingarda, calibre 36, teria se encontrado com a vítima Dimar De Souza Sá com o objetivo de resolver uma pendência relativa à divisa de terras que existia nas posses dos mesmos.

Após tomarem o café, vítima e denunciado saíram em direção à BR-158, sentido Vila Rica, na região da Comunidade Antônio Rosa. Durante o trajeto, Domingos Barros empunhou a espingarda que estava carregando e atirou nas costas da vítima Dimar De Souza fazendo com que a vítima caísse ao chão.

Não satisfeito, Domingos Barros sacou uma faca que trazia consigo e desferiu 14 golpes na parte superior do tórax da vítima, 4 delas perfuraram o pulmão da vítima, em seguida ainda desferiu o golpe de misericórdia, atingindo a região jugular da vítima que não resistiu e morreu.

Em seu interrogatório judicial, o acusado confessou a autoria do crime, justificando que “se eu não fizesse eu ia morrer, porque ele ia me matar”. Em sua defesa, Domingos Barros afirmou que Dimar De Souza dizia publicamente que possuía um “livro da capa preta de feitiçaria, e que bala não entrava nele de frente”, motivo pelo qual teria surpreendido a vítima pelas costas.

Desde a data do crime, Domingos ficou foragido da justiça e conseguiu, em novembro de 2015, liberdade provisória concedida pelo juiz Ivan Lúcio Amarante. Na época o magistrado entendeu que não havia elementos suficientes para manter a custódia do acusado.

Apesar de o crime de Domingos Barros estivesse para prescrever em 2019, ele não estaria satisfeito com a demora em realização de seu julgamento e queria que o juiz designasse o quando antes uma data para o júri popular.

O velório de Domingos Barros de Sá está aconecendo na Casa Mortuária de Vila Rica. O sepultamente deverá acontecer ainda hoje no cemitério municipal.