Bisavó suspeita de enterrar índia recém-nascida tem prisão convertida em preventiva

Bisavó suspeita de enterrar índia recém-nascida tem prisão convertida em preventiva

Kutsamin Kamayura, de 57 anos, foi presa em flagrante e ouvida nesta quarta-feira (6). A bisneta ficou cerca de 6 horas enterrada e resgatada com vida.

Por G1 06/06/2018 - 23:04 hs

Abisavó da índia recém-nascida – que foi resgatada depois de ser enterrada viva pela família dela, nessa terça-feira (5), em Canarana, a 838 km de Cuiabá – teve a prisão convertida em preventiva depois de passar por audiência de custódia nesta quarta-feira (6).

A menina sobreviveu e foi resgatada por policiais, que registraram o resgate em vídeo (veja logo abaixo).

Kutsamin Kamayura, de 57 anos, foi ouvida e alegou que a criança não chorou e, por isso, acreditou que estivesse morta. Seguindo o costume da comunidade indígena, ela enterrou o corpo no quintal, sem comunicar os órgãos oficiais.

Na decisão, o juiz Darwin de Souza Pontes, da 1ª Vara de Canarana, a ordem pública como motivo para determinar a prisão preventiva de Kutsamin. Ela deve responder por tentativa de homicídio.

Parto

 

A mãe da criança, de 15 anos, sentiu contrações e deu à luz no banheiro da casa. O bebê teria batido a cabeça no chão e não teve reação após o nascimento, segundo a família.

Resgate

 

A Polícia Civil estima que a criança ficou enterrada por seis horas – entre as 14h e 20h de terça-feira em uma cova de 50 centímetros de profundidade. A menina está no Hospital Regional de Água Boa, a 736 km de Cuiabá.

De acordo com a diretora do hospital, Salete Lauermann, o estado do bebê é estável e estão sendo aguardados os resultados de diversos exames que já foram realizados. A pediatra pediu ainda novos exames, dentre eles um de tomografia.

O autal estado de saúde dela não foi divulgado.

A Fundação Nacional do Índio (Funai) acompanha a situação com a família e a bisavó.

Segundo o Ministério Público Estadual (MPE), a família trata-se de uma etnia residente no Parque Nacional do Xingu.