Recém-nascida indígena é transferida para Cuiabá devido quadro médico que se agravou

Recém-nascida indígena é transferida para Cuiabá devido quadro médico que se agravou

A bebê ficou sete horas dentro de uma cova e foi salva por policiais. Os médicos observaram que ela está com hipotermia grave e distúrbio de coagulação


A recém-nascida indígena da etnia Tamayura, que foi resgatada na terça-feira (05.06) por policiais militares em Canarana após ser enterrado viva pela avó, foi transferida para a Santa Casa de Misericórdia, em Cuiabá, no início da noite desta quarta-feira (06.06). A criança, que estava internada no Hospital Regional de Água Boa, deverá chegar no Aeroporto Internacional de Várzea Grande por volta das 19h50.

Os policiais, após denúncia, retiraram a criança de um buraco cavado nos fundos da casa onde residem a avó e a mãe, um adolescente de 15 anos. Ao começarem a escavar o buraco com as mãos, os militares ouviram o choro, indicando que ainda estava via.

Ela foi encaminhada para o hospital municipal e, após avaliação, transferida para o Hospital Regional de Água Boa, onde passou por vários exames.

De acordo com a diretora do hospital, Salete Lauermann, exames revelaram que a criança está com hipotermia grave e distúrbio de coagulação, diagnóstico que levou a pediatra Flávia Bonini a pedir a sua transferência para a capital mato-grossense. O bebê seguirá direto para um leito de UTI neonatal da Santa Casa onde deverá passar por uma avalição detalhada de suas condições clínicas.

A UTI aérea contratada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES/MT) chegou às 17h50h em Água Boa (18h50 horário de Brasília) e o retorno ocorreu 40 minutos depois. Como a previsão de voo é de 1h20min até Cuiabá, a aeronave deve pousar em Várzea Grande por volta das 19h50.

O caso

Segundo a denúncia, a indígena teria dado à luz por volta do meio dia na terça-feira (05.06) e teria enterrado no terreno da residência onde a família mora. No local, a avó T.K. confirmou a autoria, pois, segundo ela, teria nascido morta por ser prematura. E não comunicou ninguém por ser costume da etnia.

Uma enfermeira da Casai (Casa de Saúde do Índio) ao assumir o expediente soube do caso e comunicou a polícia e o chefe do Casai. Em decorrência do tempo, o local foi isolado pela equipe policial e acionada a Polícia Judiciária Civil para o trabalho da perícia técnica. Foi solicitado para constatar o óbito. Ao escavar, como já foi descrito, todos ouviram o choro do bebê.

Pelo fato do pai não assumir a criança e a mãe ter apenas 15 anos, há suspeitas de que tenham tentado matar a recém-nascida.

Outra criança

Outro caso que envolveu também o Hospital Regional de Água Boa foi o do recém-nascido João Gabriel Tauffer Silva, que depois de ter passado por uma bem-sucedida cirurgia cardiovascular em Curitiba, no Hospital Pequeno Príncipe, retorna no fim da tarde desta quarta-feira para Rondonópolis. João deve chegar em uma UTI Aérea no Aeroporto Maestro Marinho Franco por volta das 17h50, de onde será levado para a Santa Casa.

João nasceu em Canarana com uma cardiopatia grave e foi internado no Hospital Regional de Água Boa no dia 7 de maio. Como necessitava de uma UTI neonatal com cardiologia, ele foi transferido para a Santa Casa de Rondonópolis, onde ficou internado até o dia 16 de maio, ocasião em que foi transferido para Curitiba, onde permaneceu por 21 dias.