Falta de união e votos trava candidatos do regionalismo no Norte Araguaia

Por AMZ Noticias com Evandro Carlos 12/02/2018 - 01:07 hs

Falta de união e votos trava candidatos do regionalismo no Norte Araguaia
Everaldo, Nagib e Dimas; eles quase chegaram lá

Conhecida nacionalmente por vários fatores, a microrregião do Norte Araguaia, pertencente à mesorregião Nordeste Mato-Grossense, tem uma população estimada pelo IBGE de pouco mais de 110 mil habitantes, dividida em quatorze municípios com uma área geográfica de 84.916,341 km² , um pouco menor que todo o estado de Santa Catarina (o estado sulista possui quase 7 milhões de habitantes)

Com vários fatores positivos como a imensa riqueza natural dos rios Araguaia e Xingu que podem contribuir com o turismo, inúmeros assentamentos com dezenas de agricultores familiares, um dos melhores e maiores rebanhos bovinos do Brasil e milhares de hectares propícios ao agronegócio que avança com força pelos quatro lados, a região sofre politicamente por não ter conseguido consolidar seus representantes.

O maior empecilho da consolidação de viabilizar os possíveis representantes é a questão cultural, inicialmente a região era ribeirinha tendo São Félix do Araguaia como principal polo. Com o tempo e a abertura da BR 158, as cidades de Confresa e Vila Rica se consolidaram como as maiores concentrações urbanas, e ao lado de Porto Alegre do Norte possuem juntas, metade da população e renda de toda a região. 

Os desarranjos, políticos e a falta de uma liderança que se sobreponha aos demais lideres acaba dividindo projetos políticos de grupos, ou as vezes de interesse pessoal, e isso “relega o regionalismo ao segundo plano” desde a década de 80 os municípios lançam candidatos sem êxito.

O ex-prefeito de Luciara, Nagib Elias Quedi foi o primeiro a ter uma votação expressiva em 1994, mas não garantiu vaga, nas eleições de 1998, Everaldo Simões de Andrade foi o candidato que registrou a maior votação regional até hoje, porem não conseguiu garantir sua vaga devido a questão de legenda por 26 votos.

Os projetos mais bem sucedidos foram Dimas Melo em 2002 e Washington José em 2010, que ficaram nas segundas suplências de suas coligações e assumiram por um pequeno período o mandato, mas não o suficiente para fazerem algo pela região.

Mesmo em expansão econômica e social, a região tende a demorar para solucionar sua falta de unidade para conseguir angariar votos e assim eleger seus representantes natos, o clima de que “EU SOU MAIOR E MELHOR” impera, e desta forma atrapalha a unidade, neste meio campo alguns poucos políticos com base eleitoral em outras regiões acabam fazendo seu papel na região e garantindo boa parte do apoio de lideranças locais, pois indiretamente acabam destinando emendas e realizando ações na região e comprometendo muitos votos.

Apesar de simpatizantes em todas as cidades da região o “regionalismo empaca no ego da maioria do lideres municipais”, e o tema só renasce em períodos pré-eleitorais, onde muitos “citados regionalistas” caso não consigam suas próprias ambições passam a apoiar candidatos de outra região.

Outro contexto são políticos da outra parte do Araguaia, conhecida como Médio Alto Araguaia que também tentam influenciar na região, através de forças politicas das cidades de Barra do Garças e Agua Boa.

Para fechar o contexto, todas as cidades da região empacam na falta da principal arma para mudança, "o voto" juntas Alto Boa Vista, Bom Jesus do Araguaia, Canabrava do Norte, Confresa, Luciara, Novo Santo Antônio, Porto Alegre do Norte, Ribeirão Cascalheira, Santa Cruz do Xingu,. Santa Terezinha, São Félix do Araguaia, São José do Xingu, Serra Nova Dourada e Vila Rica, possuem menos votos que Sinop sozinha e isso também é uma ferramenta negativa para o sonho de se eleger o primeiro deputado da região e desta forma sem poder de barganha e poder de fogo, a região vive eternas promessas politicas como a conclusão da BR158 e o Hospital Regional.